2019/07/05

SE CONDUZIR, NÃO DEVA...

Para os que só gostam de ler os títulos dos artigos de opinião quero informar que não há qualquer engano ou erro de impressão. Seguramente vão compreender a relação com o texto, caso queiram ler até ao final! O tema é bastante sério e deixou o país em polvorosa! Neste rectângulo de brandos costumes sempre houve queixas acerca da inutilidade das forças de autoridade. Há um sentimento de impunidade que nos leva a crer que, cada vez mais, cumprir as regras é que está errado. Quando a polícia resolve actuar, o nosso povo no alto da sua sabedoria, prefere dar protecção aos criminosos! Vá-se lá perceber. Por esta altura, todos estão familiarizados com a rotunda de Alfena, em Valongo. Alguns, com o trauma, até juraram não mais lá voltar! Tudo isto porque a AT (Autoridade Tributária) resolveu, em estrita parceria com a GNR (Guarda Nacional Republicana), levar a cabo uma acção de fiscalização para recuperar as dívidas às Finanças através das matrículas das viaturas. Uma vulgar “Operação Stop”… 
 
A iniciativa, denominada “Acção sobre rodas”, tinha por objectivo descobrir devedores e convidá-los a pagar. Caso não aceitassem o gentil convite, as forças de autoridade, avançavam com a penhora das viaturas. Houve registos de manobras evasivas e até quem preferisse abandonar carga para escapar. Aquilo, segundo testemunhos recolhidos, parecia um cenário de guerra. A indignação subiu de tom e o Ministro responsável optou por cancelar a operação, salientando que a mesma está prevista e autorizada por Lei. Durante a (curta) duração foi possível verificar que existem muitos esquecidos no que concerne os assuntos fiscais! Afinal, os caloteiros e devedores às Finanças estão mais perto que julgávamos! Contudo, para a opinião pública, as autoridades devem ignorar as dívidas pequenas e focar atenções nos grandes infractores. Ou seja, se o roubo for pequeno não há qualquer problema. Está bonito, sim senhor! Começo a perceber porque existem tantos veículos topo de gama e habitações de luxo nas mãos de engravatados que aparentam ter fortunas e estatuto! Alguns “senhores doutores” foram desmascarados, regressando à boleia ou pelo próprio pé! O Estado não descartou a possibilidade de repetir esta operação e, como tal, fica o aviso: se conduzir, não deva.
 

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