2014/01/31

UM ENORME OBRIGADO

Uma simples homenagem a um dos poucos homens que conseguiu a imortalidade através do mundo do futebol. Eusébio Da Silva Ferreira. Pela diferença de gerações nunca o vi a jogar. O “maior astro” que consegui ver foi um puto chamado Leonel Messi, em início de carreira, na inauguração do Estádio do Dragão. Mas prestei mais atenção ao novo estádio, do que propriamente ao prodígio argentino! Todos temos gravado na memória a história do jogo, de 1966, contra a Coreia. Eh pá! Deixamos os “gajos” marcar três golos de avanço e depois levaram cinco! Que reviravolta histórica! E conhecendo os exageros do regime político, que terá acontecido aos jogadores coreanos!? 

Estive num café, junto a um grupo de “mestres da batota” em jogos europeus, como a sueca e o belga, quando um deles reparou que um canal de televisão pública, como recordação nostálgica, vai voltar a transmitir o jogo. E então, com uma enorme dose de entusiasmo, gritou a plenos pulmões, ou aqueles que a avançada idade permite: «Eh! Pessoal, logo vai dar em directo o jogo de Portugal contra a Coreia…». O tempo não passa quando as recordações são fortes.

2014/01/24

UM PRESÉPIO DOS DIABOS

Para além do consumismo desenfreado e prendas até perder de vista, ao Natal, associa-se a imagem do presépio. Nos últimos anos apareceram construções cada vez maiores mas, sempre reuniram consenso entre os devotos. Até este ano! Em Viseu, padre e fiéis estão em guerra por causa de figuras feitas com corda e serapilheira. Em Sanguinhedo De Côta, as figuras não têm olhos, nem boca, nem nariz. Segundo os seus criadores, trata-se de um “presépio moderno” e até reúne o apoio dos fiéis da referida igreja...

O padre da paróquia não está pelos ajustes e recusou-se a aceitar tal criação. Fez questão de o mostrar, na primeira oportunidade que teve, reclamando as figuras tradicionais perante uma igreja cheia de devotos. Ninguém conseguiu pregar olho perante tal sermão! «Aquilo é um presépio mutilado e deveria estar fora da igreja!». Perante os que foram à missa avisou que, no dia de Natal, irá à sacristia buscar a imagem tradicional do menino Jesus! Agora resta saber qual terá mais visitas.


2014/01/17

MÉDICOS MISTÉRIO

Numa reportagem, emitida pela Sic, a repórter Dulce Salzedas lançou um ataque à classe médica e à sua especialidade em arranjar desculpas para trabalhar menos e receber mais! A questão será justa? Numa altura em que acusam o Tuga de ser malandro, de gostar mais dos feriados do que trabalhar, de não dar produtividade, aparecem alguns indivíduos (perdão, senhores doutores) que até conseguem estar em dois sítios, ao mesmo tempo, a tentar salvar vidas. Agora compreendo as longas filas de espera nos centros de saúde e hospitais. Com tanto trabalho, os pobrezinhos estão exaustos...

Acho que os senhores doutores (por extenso!) são um exemplo a seguir. Pensam que é fácil trabalhar em vários sítios ao mesmo tempo? E juntar dinheiro para cumprir os empréstimos para o modesto apartamento T1, ou até o veículo utilitário? Um salário não chega! Quantas vezes, eu próprio desejei, que estivesse alguém a trabalhar por mim. Trabalhar e de graça! A “pobre” classe médica revela que, apesar de mal remunerada, exagera na produtividade e no trabalho suplementar! E ainda há quem reclame.

2014/01/10

UMA PORTA SEMPRE ABERTA

Nos meus tempos de estudante, na disciplina de economia, uma das (poucas) coisas que aprendi sobre alcançar o sucesso empresarial, implicava um nome sonante e uma frase promocional a condizer! Lembrei-me disto quando passei, em frente, a uma loja comercial que, quanto a mim, falhou os dois! Querem saber qual é? Sem mais suspense… "Era Imobiliária”. O nome sonante: à entrada de cada loja, existe uma revista de distribuição gratuita, com indicação dos negócios imobiliários em destaque. A revista aproveita o próprio nome comercial para o seu título. “Revista Era Gratuita". Com esta associação de ideias, parece que, agora, o raio da revista já é a pagar, quando era gratuita... 

A frase promocional: seguindo uma estratégia de proximidade, na fachada da loja estava escrita uma frase apelativa, que deve ter dado muito trabalho a um qualquer departamento de marketing e investigação: “Uma porta sempre aberta”. Consegue, de facto, passar a ideia de que se preocupam com o cliente estando sempre disponíveis para ajudar. Desde que não seja em dia feriado, ou fim-de-semana.


2014/01/03

UMA PONTE QUE NOS UNE

Estive no Facebook a consultar as publicações mais antigas e, de repente, uma despertou a minha atenção. Acredito em coincidências e, livra, que há algumas bem curiosas! Esta, sem dúvida, qualifica-se! Vamos recuar no tempo, até às últimas eleições autárquicas para a Junta de Freguesia de Matosinhos e Leça Palmeira (2013). O Partido Socialista, para apoiar o seu candidato, Paulo Carvalho, utilizou na campanha eleitoral, a frase “Uma ponte que nos une”. Apelativa e simbólica. Contudo, o resultado eleitoral não foi favorável, tendo falhado a eleição para o cargo. Os Tugas de Matosinhos escolheram a mudança política...

Semanas depois, a Ponte Móvel (essencial para a circulação) avariou por tempo indeterminado, com os dois tabuleiros abertos, impedindo a travessia de peões e veículos, obrigando a um percurso alternativo. Sem previsão para a chegada das peças de substituição, causou um enorme transtorno na circulação automóvel durante semanas! Num curto espaço de tempo, Matosinhos e Leça Palmeira perdem a governação do Partido Socialista e, também, a ponte que os une! Temos de admitir que há uma certa ironia.