2025/08/15

MENOS SEXO, MAIS DINHEIRO

Quando os meus dedos transmitem ao teclado do computador as parvoíces que me invadem a alma, tento sempre encontrar resposta para uma questão mítica (que deveria ser alvo de estudo social) – o que Diabo vai o director (deste prestigiado jornal) pensar disto!? Tenho plena noção que se trata de uma escrita satírica, de carácter social e assertivo, que tenta (ui, se tenta!) mudar alguns comportamentos e fazer sair do coma o verdadeiro espírito nacional, em vez de este estado de “vai-não-vai” que assombra os nossos dias. Por isso, nem sequer hesitei em utilizar um título que está ao nível de um capítulo de manual de bons princípios para homens casados! A malta conservadora do CDS percebeu e junta-se a este manifesto! Tudo começou quando os serviços noticiosos deram conta que a disciplina de cidadania terá novos conteúdos programáticos. Basicamente, o actual governo desligou a máquina ao movimento progressista “woke” e seus respectivos retrocessos culturais impostos, em plena sala de aula, aos futuros adultos indefesos deste povo… 

Mais que insistir na ideologia de género – para descobrir as verdadeiras diferenças entre ter um pénis activo ou apenas um bibelot decorativo – é importante que os nossos jovens saibam o que é o dinheiro, um vencimento, linguagem bancária e financeira e outros pontos que, de facto, os tornam cidadãos de pleno direito e não uma minoria mal vestida, mal-encarada, que julga que um simples decreto-lei é capaz de alterar mentalidades ou valores sociais enraizados. Os pais, professores e outros objectores de consciência rejubilam e felicitam o actual executivo por ter noção dos tempos conturbados da “geringonça socialista”, que trouxe para a luz do dia, um espírito (demasiado) livre e que, para o qual, não estaremos preparados tão cedo! Até porque, nos dias que correm, não há tabus ou matéria desconhecida sobre o sexo. Longe vai o tempo das revistas da especialidade ou cassetes VHS, com a fita gasta numa determinada cena mais tórrida. A internet revelou tudo! Perdeu-se a emoção das descobertas e, caros leitores, perante o choque com a realidade da economia – e preços pornográficos dos bens alimentares – sexo é a última coisa que passa pela cabeça dos adultos.