Apesar do que pode parecer à primeira vista, as câmaras de filmar são um dos equipamentos mais perigosos dos nossos dias. Principalmente, quando não as utilizam correctamente. Vinte anos depois, um canal de televisão (sem qualquer referência, pois ninguém me paga) voltou a apostar num programa televisivo que consiste em juntar, numa casa bem apetrechada de câmaras, várias pessoas e registar tudo o que fazem e dizem. Gastaram tanto dinheiro num edifício e esqueceram completamente que existem locais bem interessantes e aptos a receber este formato televisivo, por exemplo, a Assembleia da República. Confesso que me divirto com as trocas de galhardetes durante os debates quinzenais e, mais recentemente na votação sobre a eutanásia, ver tanto deputado gaguejar sem saber muito bem como votar, sabendo que o país estava atento! Penso que alguns falaram nesse dia pela primeira vez. Ora, se alguns têm medo de aparecer no ecrã, outros fazem disso o seu “modus operandi”. Refiro-me ao primeiro-ministro António Costa. O mestre da propaganda e aritmética aparece constantemente nos órgãos de televisão nacional e em alguns do cabo. Recuso fazer zapping porque, tem alturas, que aquela fronha aparece repetidamente! Por vezes, dou por mim a pensar que os órgãos de comunicação social devem ter algum regime de parceria submissa com o governo. Mas, é apenas uma completa parvoíce minha…
A verdade é que, cada vez mais, a imagem é essencial para a promoção individual e, segundo as estatísticas, a maioria absoluta será um dado adquirido nas próximas eleições. Quer se goste ou não, por muitas cambalhotas que a cena política revele, a força da geringonça – que agora actua sozinha – é cada vez mais reforçada. E por falar em trapalhadas recordo que numa das últimas aparições (verbo sem qualquer conotação de santidade!) revelou as directrizes que vão regulamentar o nosso Verão! Pelo que pude perceber, com tanta restrição, haverá morenos falsos (descolorados) e branquelas com fartura! As praias, deste pobre pedaço de terra, serão geridas como um parque de estacionamento: com lotação máxima e olhos postos num semáforo! A parte mais divertida deste discurso está relacionada com a fiscalização: segundo este homem – que vive num mundo paralelo onde os guarda-costas encobrem a realidade deste país – todos seremos os polícias de nós próprios! Lamento, mas pedir civismo a este povo é o mesmo que ensinar um mudo a cantar o fado! Arrisco levar com um coro de críticas, mas muitos concordam com a minha análise! Para não ser acusado de populismo vou aguardar pelos resultados das medidas impostas. Para mais informação, liguem os vossos televisores. Mais cedo ou mais tarde, o António Costa aparece.
%20BIG%20BROTHER%20COSTA.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário