Confesso que escrever regularmente para a imprensa regional, há mais de meia década, sem qualquer reclamação ou insulto deixa-me desgostoso. Não que sinta prazer em ser enxovalhado, mas fico a pensar se, de facto, existem leitores ou estou a ocupar um espaço que poderia servir para publicidade ou algo mais lúdico. Talvez com esta crónica consiga agitar as águas da vossa serenidade. Pelo menos, esmerei-me no título! Numa declaração de interesse, tenho de assumir que sou católico (praticante, em casos de grande aflição) e que, mesmo não sendo politicamente correcto, recuso aceitar certas mudanças sociais, mesmo que impostas pela moda, sociedade ou programas de entretenimento da televisão pública nacional. Existem mariquices, nesta sociedade, para as quais não estou preparado. E recuso-me a alinhar com o sistema, só pelo pretexto de não ter chatices. Tive o privilégio de observar, numa paragem de transportes públicos, dois adultos com um carrinho de bebé. Até aqui nada de especial. Contudo, num olhar mais atento, foi possível reparar que eram dois homens, próximo dos quarenta anos, com máscaras personalizadas a condizer e no carrinho, em vez de um bebé, estava um rafeiro. E, para alegrar o ramalhete, os benditos saquinhos arco-íris que indicam que o portador defende e está receptivo a relacionamentos com pessoas do mesmo sexo…
Ao contrário dos filmes da especialidade, as raparigas que aderiram a este movimento têm acne nas bochechas e quilos a mais na barriga. Posso concluir que, tendo em conta as tremendas dificuldades em arranjar namorado, estes patinhos feios juntaram-se e, à semelhança do que fez António Costa, formaram uma geringonça onde, literalmente, juntaram forças, carinhos, beijinhos e outras quaisquer badalhoquices à mistura. Esta aliança de jovens encalhadas é, certamente, uma tendência actual desta geração, que pretende criar impacto numa sociedade em estado vegetativo. Porém, esquecem que tudo fica registado num qualquer telemóvel e rede social. Quando a fase da rebeldia estúpida terminar será impossível evitar confrontos com as imagens do passado. A ignorância também tem influência! Costumo reparar nestes saquinhos coloridos em algumas pessoas de mais idade e quero pensar que o usam como um simples saco e não como sinalização para engates amorosos homossexuais. O que, para além de estranho, desafia as leis da geriatria. Da minha parte está. Agora, podem descarregar a vossa frustração, com aqueles adjectivos chiques que terminam sempre em fóbico, na caixa de e-mail do director. Mas só aqueles que leram a crónica toda.

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