Algures nos cantos mais escuros e sombrios, ainda há indivíduos que defendem o culto do “macho-latino” e acreditam, com a força toda, que o instrumento que o Criador lhes deu serve para a pouca-vergonha e não para urinar – enquanto tentam acertar na sanita. Para eles, os engatatões do passado, é um lema de vida e, enquanto “aquilo” funcionar, trabalho não falta. Porém, queiramos nós aceitar (ou não) a sociedade mudou radicalmente! As minorias, num gesto de prepotência e arrogância, pintaram o mundo com cores diferentes. Os comportamentos alteraram-se por decreto político e, com todas estas mudanças, subverteram as regras de um jogo milenar: o engate. O mesmo que agora já não tem piada. A Natureza guarda em si verdadeiros e sublimes exemplos de sedução e acasalamento. Os machos, na presença da fêmea, mostram os seus dotes num jogo de sedução – cujo resultado final todos nós sabemos qual é! Contudo, por estes dias, o homem não consegue compreender a razão do afastamento da mulher. Impedido de lançar piropos, elogiar e conversar com estranhas, ficou sozinho e perdido num jogo que deveria ser a dois. Infelizmente deixa-se levar pelos desejos sexuais em vez da inteligência e quando o cérebro é desautorizado (por um órgão inferior) a desgraça está iminente…
É verdade que por alturas da Páscoa, os católicos pedem ao Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo. Mas, se bem me lembro, nunca disseram como seria ele capaz de tal proeza. Talvez por isso, desespero ou completa insanidade, um indivíduo de 40 anos, tenha sido encontrado, sem sentidos, com as calças em baixo e abraçado a uma ovelha morta. Tal como o ignorante desta crónica, a ovelha estava ensanguentada na zona do órgão reprodutor. Havia indícios de violação. Polícia e socorristas, que acorreram ao local, pasmaram-se com tal cenário macabro. Vestiram-lhe as calças, antes de o colocar na ambulância onde, ao fim de manobras de alguns minutos, voltou a acordar do desmaio a tempo de recusar ser conduzido ao hospital. Sempre fui ensinado a não brincar com a comida. Aparentemente, nem todos seguem este conselho. Não há mais detalhes sobre esta forma de preparar o borrego, nem sequer se a dose foi bem aviada. O que sei, tendo em conta o que escrevi no início da crónica, é que existe um desespero gritante por actividade de bolinha vermelha no ecrã e, lá está, um olhar mais profundo; um balir mais sedutor; o toque fofinho do pelo encaracolado, semelhante às antigas permanentes elaboradas das senhoras, causou confusão na mente do nosso “ovinolador”. E, tal como no refrão de uma música popular: “Se elas querem, nós pimba!”.
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